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Guia de escolha

Sistema para cooperativa de saúde: o que ele precisa fazer que um sistema de empresa não faz

Quem procura sistema para cooperativa encontra software de empresa com outro nome. Este guia lista o que a cooperativa de saúde precisa de verdade — para você levar a qualquer fornecedor, inclusive a gente.

Cooperativa não é empresa com outro CNPJ

Numa empresa de saúde, quem atende é funcionário, a escala é decisão da chefia e o dinheiro sai pela folha. Numa cooperativa de trabalho — de home care, de plantão, de enfermagem, de fisioterapia — quem atende é sócio. A escala é combinada, a produção de cada um vira repasse, e a diretoria presta contas a um quadro social que vota.

Essa diferença não aparece na demonstração de nenhum sistema, mas aparece na primeira semana de uso. O sistema de empresa pede "funcionário" onde a cooperativa tem cooperado, calcula salário onde a cooperativa apura produção e não tem lugar para assembleia. A equipe acaba mantendo uma planilha do lado — e a planilha vira, de novo, o sistema de verdade.

Uma pergunta para começar: no sistema que você está avaliando, onde aparece o cooperado? Se a resposta for "no cadastro de funcionários" ou "como fornecedor", o resto da avaliação já diz pouco.

O cooperado no centro do cadastro

Tudo na cooperativa parte do cooperado: a escala, a produção, o repasse, os documentos que ele assina e os avisos que recebe. O cadastro precisa ligar cada um à sua função, aos locais de produção e aos contratantes — e mostrar o que falta.

O que falta costuma aparecer na hora errada: no fim do mês, quando a contabilidade pede os dados para o eSocial e descobre CPF sem PIS, função sem CBO ou endereço sem município. Um bom sistema mostra essas pendências cooperado por cooperado, enquanto ainda dá tempo de pedir. E deixa claro o que ele faz e o que não faz: transmitir ao governo é com a contabilidade, que tem o certificado; o sistema entrega o cadastro limpo e o arquivo da produção do período.

A escala que muda na véspera

Montar a escala da semana é a parte fácil. O difícil é o que acontece depois: a troca de véspera, o posto que ficou descoberto, o cooperado que diz que não foi avisado. Três coisas separam um sistema que ajuda de um que só desenha a grade:

Escrevemos um guia inteiro sobre essa rotina: como organizar a escala de plantão numa cooperativa.

Duas contas que partem do mesmo plantão

Todo plantão gera duas contas, e elas não são a mesma: o que a cooperativa cobra de quem contratou e o que ela repassa a quem atendeu. A primeira segue o contrato com o hospital, a família ou o convênio. A segunda segue o que o quadro social decidiu. Sistema de empresa costuma fazer bem a primeira e trocar a segunda por folha de pagamento.

O que procurar:

Detalhamos esse fechamento em como fechar o mês num home care.

O consultório da cooperativa tem outra lógica

Muita cooperativa de saúde tem, além do plantão, um consultório: fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia, nutrição. Ali a unidade não é o plantão, é a sessão — vários pacientes por hora, sessão toda semana, encaixe, sala no lugar do endereço do paciente.

Forçar o consultório dentro da escala de plantão, ou mantê-lo num sistema de clínica separado, faz a cooperativa ter dois cadastros de cooperado e dois fechamentos. O que funciona é uma agenda própria, que não deixa marcar o mesmo profissional, paciente ou sala duas vezes na mesma hora, com o preço por quem paga — particular, empresa ou convênio — e o repasse de cada profissional gravados na sessão. Escrevemos sobre isso em como fechar o mês numa clínica.

Prestar contas ao quadro social

Esta é a parte que nenhum sistema de empresa tem, porque empresa não tem quadro social. Numa cooperativa, a diretoria precisa mostrar o que comunicou, a quem e quando — e o cooperado precisa conseguir participar sem ir até a sede.

Perguntas para fazer a qualquer fornecedor

Leve esta lista para a demonstração. Ela não depende de quem está vendendo:

Antes de assinar com um sistema para cooperativa de saúde

  • O cooperado é um cadastro próprio, com função, locais e pendências — não um funcionário adaptado.
  • A escala chega ao celular de quem atende, e o remanejo avisa quem foi afetado, com registro de que recebeu.
  • A presença é confirmada no local, e a localização é coletada só no momento do registro.
  • O registro funciona sem internet e sobe sozinho depois.
  • Cobrança e repasse são duas contas separadas, as duas saindo do mesmo plantão confirmado.
  • O cooperado vê o próprio extrato sem pedir à secretaria.
  • O consultório, se houver, tem agenda própria, sem um segundo cadastro de cooperados.
  • Avisos, assembleia e documentos ficam registrados, e a assinatura eletrônica não é cobrada por documento.
  • O preço acompanha o porte da cooperativa, e crescer não obriga a trocar de contrato no meio do caminho.

Nenhum fornecedor vai marcar todos os itens do mesmo jeito, e nem precisa. O que a lista evita é descobrir, três meses depois da implantação, que a planilha voltou porque o sistema não tinha lugar para o que é próprio de uma cooperativa.

É para cooperativa que a gente construiu

O Coop na Mão é um sistema de gestão para cooperativas de trabalho da saúde. A administração usa o sistema web; o cooperado usa o aplicativo, no Android e no iPhone. Conforme o plano, ele cobre o cadastro com as pendências para o eSocial, a escala com check-in no local e registro sem internet, a cobrança com demonstrativo e o repasse com o extrato do cooperado, a agenda do consultório, avisos com registro de quem recebeu, assembleia e assinatura eletrônica ilimitada. Para a cooperativa que vende plano odontológico, também a venda pelo aplicativo do vendedor.

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