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Guia de escolha

Sistema para cooperativa de trabalho: o que ele precisa fazer que um sistema de empresa não faz

Portaria, limpeza, mão de obra, TI, ensino, consultoria: a cooperativa de trabalho vende o serviço dos próprios sócios. Este guia lista o que o sistema precisa fazer por ela — para você levar a qualquer fornecedor, inclusive a gente.

Cooperativa de trabalho não é terceirizada com outro CNPJ

Por fora, a operação parece a de uma empresa de serviços: contratantes, postos, turnos, uma fatura no fim do mês. Por dentro, é outra coisa. Quem cobre o posto é sócio, não funcionário. O que ele recebe é repasse da produção, não salário. E a diretoria presta contas a um quadro social que vota em assembleia.

Sistema feito para empresa de terceirização trata o cooperado como empregado, calcula folha onde a cooperativa apura produção e não tem lugar para capital social nem para assembleia. A cooperativa acaba com o sistema de um lado e as planilhas do que é próprio dela do outro — e o fechamento passa a depender de quem sabe juntar as duas coisas.

Uma pergunta para começar: no sistema que você está avaliando, onde aparece o cooperado? Se a resposta for "no cadastro de funcionários", o resto da avaliação já diz pouco.

O cooperado, do cadastro à cota-parte

Tudo parte do cooperado: a escala, a produção, o repasse, os documentos que ele assina. O cadastro precisa ligar cada um à função que exerce, aos postos e aos contratantes — e mostrar o que falta para o eSocial, como PIS, CBO da função ou endereço com município, enquanto ainda dá tempo de pedir. Transmitir ao governo é com a contabilidade; o sistema entrega o cadastro limpo e o arquivo da produção do período.

E tem a parte que nenhum sistema de empresa conhece: a cota-parte, o capital que o cooperado subscreve ao entrar e integraliza aos poucos, muitas vezes descontada do próprio repasse. A pergunta que a diretoria precisa responder sem abrir planilha é simples: quanto cada cooperado já integralizou e quanto falta.

Escala por posto e por contratante

Na cooperativa de trabalho, a escala não é de pessoas, é de postos: a portaria do condomínio das 6h às 18h, a limpeza do centro empresarial, a recepção da escola. Cada contratante tem os seus postos e o seu horário. O que separa um sistema que ajuda de um que só desenha a grade:

Duas contas que saem do mesmo turno

Todo turno gera duas contas que não são a mesma: o que a cooperativa cobra do contratante e o que ela repassa a quem cobriu o posto. O condomínio paga o turno de 12 horas, a empresa o de 8, a escola só os dias de aula — e o repasse segue a regra que o quadro social decidiu.

O fechamento vira conferência. Quando cobrança e repasse saem do mesmo turno registrado, o fim do mês deixa de ser montar planilha e passa a ser validar o que já está lá. É aí que a cooperativa ganha os dias que hoje perde entre o último turno e a fatura.

Prestar contas ao quadro social

Esta é a parte que sistema de empresa não tem, porque empresa não tem sócio votando. A diretoria precisa mostrar o que comunicou, a quem e quando — e o cooperado precisa conseguir participar sem ir até a sede.

Perguntas para fazer a qualquer fornecedor

Leve esta lista para a demonstração. Ela não depende de quem está vendendo:

Antes de assinar com um sistema para cooperativa de trabalho

  • O cooperado é um cadastro próprio, com função, postos e pendências — não um funcionário adaptado.
  • A cota-parte mostra quanto cada cooperado integralizou e quanto falta.
  • A escala é por posto e por contratante, e o turno descoberto aparece como tal.
  • A presença é confirmada no local, com localização só no momento do registro, e funciona sem internet.
  • Cobrança e repasse saem do mesmo turno, com o valor gravado nele.
  • O contratante recebe demonstrativo dia a dia, e o cooperado vê o próprio extrato.
  • Avisos, assembleia e documentos ficam registrados, e a assinatura eletrônica não é cobrada por documento.
  • O preço acompanha o porte da cooperativa, e crescer não obriga a trocar de contrato no meio do caminho.

Nenhum fornecedor vai marcar todos os itens do mesmo jeito. O que a lista evita é descobrir, três meses depois da implantação, que a planilha voltou porque o sistema não tinha lugar para o que é próprio de uma cooperativa. Se a sua cooperativa é da área da saúde, escrevemos também o que um sistema para cooperativa de saúde precisa fazer.

É para cooperativa que a gente construiu

O Coop na Mão é um sistema de gestão para cooperativas de trabalho. A administração usa o sistema web; o cooperado usa o aplicativo, no Android e no iPhone. Conforme o plano, ele cobre o cadastro com as pendências para o eSocial e a cota-parte, a escala por posto e por contratante com presença no local e registro sem internet, a cobrança com demonstrativo em Excel, o repasse com folha e extrato do cooperado, contas, fluxo de caixa e resultado do mês, avisos com registro de quem recebeu, assembleia e assinatura eletrônica ilimitada.

Falar com a gente Ou veja como fica o fechamento do mês da cooperativa de trabalho e os planos e valores.